Amélia (2009)

por Luis Galvão

Mesmo que a Swank tenha encarado bem o desafio de voar pelas nuvens, ela não consegue criar uma empatia vibrante com a (cabeça-dura) Srta Earhart. Essa falta, suprida em muitos momentos pela atuação, é causada pela enxurrada de frases clichês de biografias lançadas em todos os momentos. Não há um resquício de aventura na forma que é tratada a jornada da piloto que deu a volta ao mundo e influenciou mulheres a embarcarem em seus objetivos e guiarem suas próprias vidas. Até seu relacionamento impossível com o editor Putman (Gere mais uma vez interpretando a si mesmo) é regado de cenas batidas e diálogos prontos em meio a uma reconstrução de época agradável. Amélia – em sua vida particular – é mostrada sem derrotas, sem barreiras e, infelizmente, sem emoção necessária para empolgar. Um filme que não decola.

(Amelia, EUA, Canadá, 2009) Diretora: Mira Nair; Roteiristas: Ron Bass, Anna Hamilton Phelan; Elenco: Hilary Swank, Richard Gere, Ewan McGregor, Christopher Eccleston

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