Constante Recomeço

por Luis Galvão

Não. Você não está no site errado. O ‘Galvanismo & Arte Fluida’ mudou mesmo o layout. E por quê?
Vocês, muito mais do que eu, sabem da dificuldade de ‘cultivar’ um blog, sabem quanto tempo se passa para criar um texto convincente e sabe o quanto é gratificante para aqueles que têm um. Porém, infelizmente, o tempo passa muito depressa e os dias às vezes têm menos horas do que se imagina. E, com meu ingresso na faculdade, o pouco tempo que me restava foi consumido ferozmente. No entanto, a vontade de ainda poder comentar o que vejo foi maior, e dando uma ‘puxadinha’ aqui e outra ali, levei o primeiro semestre inteiro à custa de poucos posts e comentários nos blogs dos amigos.

A partir de hoje, então, o ‘Galvanismo & Arte Fluida’ vai fazer jus ao nome e tentar fazer críticas rápidas e concisas do que foi visto. Não por preguiça, nem por outro motivo. Apenas falta de tempo. Tentarei revisitar alguns clássicos esquecidos e antecipar outros. Dinamizar mais o processo geral, sem deixar de fazer análises mais críticas de filmes que merecem tal discurso.
Sei que esse ‘formato’ pode não agradar a todos, mas – infelizmente – é o que me cabe agora. Quem sabe em um futuro próximo as coisas voltem ao normal e o Galvanismo retome ao padrão de texto de quatro parágrafos, com o enredo da história e mais algumas informações técnicas. Ou quem sabe, esse novo estilo agrade e progrida.

Fazendo mais um pouco de drama (rsr), fiquem com a velha história da renovação da águia e tal. É mais ou menos por esse caminho.

“A águia, aos 40 anos, está com as unhas compridas e inflexíveis, não consegue mais agarrar as suas presas das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva, apontando contra o peito. As asas estão envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é difícil Então, a águia só tem duas alternativas: morrer ou enfrentar um dolorido processo de renovação.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar. Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas velhas unhas. Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então, mais 30 anos.”