O Livro de Eli (2010)

por Luis Galvão

Como um western futurístico pode trazer uma mensagem cristã de esperança? ‘O Livro de Eli’ vai conseguir esse feito de uma forma legal, mas que pode não atingir a maioria exatamente por se basear na religião para desenvolver a trama e por ter outros tantos filmes que trouxeram essa mensagem de uma forma bem mais original e atrativa.

Denzel Washington é o Eli, um solitário andarilho de uma América devastada, que tem como objetivo único levar o tal livro – que só saberemos seu conteúdo no final – para o Oeste. No meio do caminho ele vai encontrar uma cidade dominada pelo terrível Carnegie (Gary Oldman, sempre bom), que está atrás do livro. Ele hospeda o forasteiro em sua própria casa e lá acaba conhecendo Solara (Mila Kunis), uma peça chave para a solução dos problemas do nosso ‘herói’.

A direção dos irmãos Albert e Allen Hughes acertou ao escalar Denzel e Oldman como os pilares do filme, ambos estão muito bem, e apenas Mila está em um papel fraco (que seria anteriormente de Kristen Stewart), mas com muita importância. Visualmente, o longa é bastante interessante, como uma fotografia quase monocromática bem clichê, mas que ainda funciona. As cenas de luta são bem dirigidas e inseridas no contexto de uma forma conveniente.

No entanto, a fita tem um início bem morno, demora a tomar fôlego e tem um final explicativo demais e rápido o suficiente para tirar toda a emoção proposta. Tirando algumas cenas ‘inspiradas’ (a dupla de velhinhos canibais Michael Gambon e Frances de La Tour é ótima), ‘O Livro De Eli’ não traz nada de novo e apenas entrete até certo momento. É como se fosse um mosaico de filmes como Mad Max, O Planeta dos Macacos, Wall-E e Filhos da esperança, só que esses são bem melhores e modernos que este.

O Livro de Eli (The Book of Eli, EUA, 2010) Diretores: Albert Hughes, Allen Hughes; Roteirista: Gary Whitta; Elenco: Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals; 118 min.
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