67th Annual Golden Globe Awards

por Luis Galvão

Avatar; James Cameron; Sandra Bullock; Jeff Brigdes; Mo’Nique; Christoph Waltz; Michael Giacchino; Se Beber Não Case; A Fita Branca; Meryl Streep; Robert Downey Jr.; Up; Jason Reitman; Ryan Bingham

Comentar premiações sempre é muito difícil. Cada um tem um gosto particular e tentar entender determinadas escolha dos votantes é complicado. Assim sendo, a noite de ontem teve surpresas agradáveis, escolhas óbvias e algumas coisas estranhas, é verdade. No entanto, os prêmios foram bem divididos e os favoritos saíram com pelo menos um troféu nas mãos (menos ‘Hurt Locker’, infelizmente).

O prêmio foi apresentado por Ricky Gervais, que fez muitas piadas sem graça e tirou sarro com a maioria dos artistas, se eu disser que gosto desse tipo de comédia eu estarei mentindo, mas sei que mesmo sem está em sua melhor forma o comediante agradou. A noite começou com a consagração de Mo’Nique (“Preciosa”) como favorita em todas as próximas premiações. Ela merece e parece está surpresa com tudo isso, tirando aquela imagem que ele tinha de ser ‘arrogante’ e de ‘não dá importância para prêmios’. Outro que garantiu seu pódio no Oscar foi Christoph Waltz (“Bastardos Inglórios”), e talvez seja dele a única certeza concreta de vitória em todas as categorias.

Entre as atrizes, Bullock e Meryl ganharam sem muitas surpresas, coisa que gostei bastante até pela primeira – que sou muito fã. Jeff Bridges desbancou George Clooney e corre como favorito pela Academia, o que também é merecedor pelo trabalho ótimo em ‘Crazy Heart’. Talvez o prêmio de melhor ator comédia/musical foi a maior surpresa aqui, Robert Downey Jr. voltou com tudo e virou o galã hollywoodiano típico, caiu no gosto do público e da crítica. Porém, sinceramente, era melhor terem premiado GordonLevitt. Ainda teve Giacchino, “A Fita Branca”, Up (tirando remotas chances e minha torcida de ‘Mr.Fox’) e a música “The Weary Kind” com vitórias já esperadas.

Chegamos agora ao ponto principal, ‘Avatar’ e James Cameron parecem disparar na frente e deixa de lado qualquer outro oponente, o único que tinha condições – em minha opinião – seria ‘Guerra ao Terror’ e foi o único que saiu de mãos abanando. Enquanto Reitman vencia Tarantino injustamente, outra coisa muito estranha aconteceu, premiaram ‘Se Beber, Não Case’ em uma categoria que tinha todo a trabalho de arte fantástico de ‘Nine’ e toda a graça, leveza e originalidade de ‘500 Dias Com Ela’. O que levam os votantes a escolher um filme que é bom, mas não tanto quanto os concorrentes. Será que a bilheteria fenomenal do longa contou mais que a obra em sim? Não sei, mas não vejo chances nenhuma de ‘Hangover’ chegar ao Oscar com toda essa força e os prêmios para ele terminaram por aqui. Assim com todas as remotas chances de ‘Nine’ de se destacar.