Dez Filmes de Dois Mil e Nove

por Luis Galvão

(Zombieland, EUA, 2009)

“Poucas vezes nesse ano rir tanto quanto esse filme, do começo ao fim é um misto de asco com zombaria que, arrisco eu dizer, é a melhor coisa desde ‘Todo Mundo Quase Morto’ de Edgar Wright.”

(À Deriva, Brasil, 2009)

“A trama se desenvolve com reviravoltas verossímeis e metáforas explicativas, nos levando a um final poético e emocionante que nos acompanha ainda por muito tempo. Esse roteiro forte, e fora dos clichês tupiniquins, junto à trama que abusa de uma fotografia oitentista; de um cenário belo da praia de Búzios; e de, principalmente, uma trilha que sabe a hora da alegria e também da profunda solidão. Todos esses elementos em harmonia fazem desse filme um diferencial nas produções locais.”

(500) Days of Summer, EUA, 2009)

“Saber decifrar os mistérios do amor é uma das coisas mais complicadas de ser feita, mas esse longa-metragem provou que o melhor caminho para essa descoberta é a simplicidade.”

Julie & Julia (Julie & Julia, EUA, 2009)

“Com uma montagem que mescla passado e presente de uma forma perfeita que não deixa nada confuso, Nora Ephron faz um filme básico, mas que por ter a presença de Merly Streep se torna delicioso”

(Up, EUA, 2009)

“Mesmo com um roteiro bem familiar e normal, a Pixar nos entrega uma animação perfeita, que agradou adultos e crianças. Transcende gêneros, ‘Up!’ conseguiu passar uma mensagem universal de amizade, confiança e redenção. Além de ter uma das mais belas cenas do ano.”

(Harry Potter and the Half-Blood Prince, Inglaterra, EUA, 2009,)

“Esqueça o menino de onze anos que descobriu que era bruxo. Essa é a obra máxima da Saga que evoluiu e finalmente chegou ao amadurecimento total. Com uma das melhores fotografias do ano (mérito de Bruno Delbonnel), Harry Potter ainda tem um elenco ótimo, uma trilha perfeita e uma trama que envolve e leva a rever certos preconceitos com esses livros.”

(The Hurt Locker, EUA, 2008)

“Nunca o Iraque foi tão realista. O retrato decisivo do conflito do século XXI finalmente apareceu sob a direção de uma mulher com força suficiente para encarar o desafio de mostrar um esquadrão anti-bombas com as mais diversas personalidades. Kathryn Bigelow tem o mérito dividido com os atores que parecem ter personagens escritos exclusivamente para eles.”

(Grey Gardens, EUA, 2009)

“A realidade parece ficção. Crer que essas duas mulheres existiram e acompanhar a ascensão e decadência de personagens tão fortes (e tão bem interpretadas) é magnífico. O filme é envolvente, natural e genial, revelando as facetas mais nobres e difíceis dos homens.”

(Avatar, EUA, 2009)

“Épico, mágico, grandioso, inovador, com forças suficientes para ultrapassar décadas sem parecer velho, ‘Avatar’ chegou para ser a grande ficção da década. Formidável é poder respirar o ar de ‘Pandora’ que salta da tela e invade a sala de cinema como nenhum outro filme jamais conseguiu.”

(Inglourious Basterds, EUA, Alemanha, França, 2009)

“Cada detalhe foi tão milimetricamente estudado, que o que se pode vê é uma obra-prima que marca a carreira do Quentin Tarantino, e o coloca entre os maiores diretores da década e um dos principais criadores dessa nova forma de fazer cinema. É imperdível e inesquecível.”