Lua Nova (2009)

por Luis Galvão

Que os livros de Stephanie Meyer são febre em todo mundo, e que agrada até parte dos críticos que conseguem enxergar verossimilhança em vampiros, lobisomens e outros seres, é óbvio. Mas a ‘Saga Crepúsculo’ (muito mal batizada, para dizer a verdade) teve, a princípio, o objetivo de conquistar fãs órfãos do bruxo mais famoso da década – sim, Harry Potter. Mas foi visto um público diferente dos do ‘menino da cicatriz’, um público histérico, que defende os livros até a morte e faz filas para a estréia dos filmes. Com première arrecadando ‘míseros’ US$72.7 milhões (batendo o recorde de ‘O Cavaleiro das Trevas’) “Lua Nova” chega para fincar o nome de Bella, Edward e Jacob entre os personagens que marcaram a adolescência de muitos.

Mesmo quem não leu os livros sabe que é nesse que o vampiro Edward (Robert Pattinson, apático e sem expressão como sempre) abandona Bella (Kristen Stewart, confesso que gosto da atriz, não do papel) para o bem dela mesma, porque um de seus semelhantes tentou matá-la. Ela, então, vai consolar-se nos ombros de Jacob (Taylor Lautner, o galã sem blusa e dono dos gritos no cinema), que tenta provar seu amor, mas não consegue conquistar o coração ainda apaixonado da menina. Logo descobrimos que Jacob faz parte de um clã de lobisomens, e a jovem Bella se vê mais uma vez tendo que aprender a conviver com seres que ela nunca imaginou que existissem.

Pelo menos foi isso que eu entendi. O filme – assim como qualquer adaptação de livros – corta cenas, alonga por demais outras e deixa lacunas para o próximo. Aqui o roteiro é muito rápido em determinadas partes e me deixou confuso sobre o que realmente estava acontecendo (talvez por eu não ter lido a obra), mas é possível sim chegar no final e vê que muita coisa aconteceu. O que é bom para filmes como esses, em que a ação e o romance são bem intercalados e parecem agradar todos os fãs.

“Lua Nova” consegue ser melhor que o primeiro filme da franquia por ter uns investimentos maiores e profissionais que estão de olho no lucro. Afinal, fazer algo que não agrade a fãs é um suicídio financeiro. E na frase final vemos que o ‘amor-doce’ é um dos principais temas do longa, o que pode agradar muitos e iludir outros. Ademais, é certo que no meio do próximo ano mais um recorde pode está por vim e mais lucro para os bolsos inteligentes daqueles que tiraram Meyer do anonimato e fizeram de seus livros um sucesso, mas que no final – particularmente – foi feito por encomenda.

7,9/10
Diretor: Chris Weitz; Roteiristas: Stephenie Meyer, Melissa Rosenberg; Elenco: Kristen Stewart, Robert Pattinson, Taylor Lautner, Ashley Greene, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser; 130 min.