Código de Conduta (2009)

por Luis Galvão

Só neste ano Gerard Butler já foi de comédia bem sucedida à ação descartável, mas o que mais me impressiona nesse filme é que ele se encaixa perfeitamente nesses papéis de grosso, revoltado e de ‘bad-man’. Aqui, até ele consegue ser melhor que Jamie  Foxx (um dos atores que mais odeio), e leva a trama com certa dinâmica e maturidade suficiente para entreter em alguns momentos.

Butler é um pai de família que viu sua mulher e sua filhinha sendo mortas, e o caso vai parar nas mãos de um promotor Nick (Foxx) que deixa um dos assassinos livre para livrar a cara de um companheiro. 10 anos depois, Clyde (Gerard) é preso por supostamente matar esse assasino em liberdade, mas tudo faz parte de um plano de vingança àqueles que deixaram o criminoso impune.

A tensão dessa vingança, muito bem bolada, diga-se de passagem, é a grande sacada do filme. Clyde não tem pena de matar todo mundo, de enfrentar frente a frente os policiais corruptos e de lutar pela sua justiça, mesmo que ele use métodos várias vezes cruéis. Se for para analisar o roteiro, você verá vários buracos, questões não resolvidas e situações irreais. Mas se você deixar de lado esses defeitos, o filme é pura ação e estratégia.

O grande embate, porém, é nossa torcida pelo lado do homem que tortura todos do que o lado da lei (mesmo que corrupta). E grande parte dessa torcida é por causa de Gerard, que consegue matar pessoas e explodir tudo com uma simpatia ótima, e de um Foxx super irregular, caricato e chato ao extremo. A direção de Gray é certa, mesmo o diretor tendo uma filmografia esquecível, e as cenas de ação e torturas são bem feitas e realistas, agradando quem vai ao cinema não esperando uma obra de arte, e sim, pura ação.

7/10
Direção de F. Gary Gray. Roteiro de Kurt Wimmer. Elenco Gerard Butler, Jamie Foxx, Colm Meaney, Bruce McGill, Leslie Bibb, Michael Irby, Regina Hall, Roger Bart, Viola Davis. 109 min.