2012 (2009)

por Luis Galvão

Todos sabem que Roland Emmerich gosta de grandes tragédias mundiais, a gente já viu isso em ‘Indepence Day’ e ‘Um Dia Depois de Amanhã’. Nesse novo ‘desastre-filme’, ele apenas utiliza uma roupagem do passado com efeitos de última geração, realizando mais um filme que surpreende por sua capacidade de criar fenômenos improváveis e de entreter.

Por um mito Maia, o ano de 2012 é cabalístico e seria devastador para a humanidade, os planetas conspirariam e desastres ocorreriam em todas as partes do globo, ninguém se salvará. Essa história é apenas o mote para Emmerich poder usar suas técnicas aperfeiçoadas e nos entreter por duas horas. Aqui os personagens seguem a linha do ‘escritor falido’ que se transforma em um ‘Rambo sem faixa’ capaz de fazer manobras inacreditáveis em um pequeno aeroplano e bolar estratégias de fuga que nem os caras da CIA conseguem.  Acompanhado por uma filha fofa, uma ex-esposa e seu namorado , eles tentam se salvar das terríveis conseqüências do azar de está vivo em 2012. Tentam viajar até a China, e ainda tem que se abrigar em umas embarcações gigantes que estão sendo construidas para salvar o maior número de vidas humanas e animais (sim, isso virou “A Arca de Noé”)

Nem as atuações medianas de atores bons (John Cusack,Danny Glover, Amanda Peet), nem os erros no roteiro, nem as fugas inverossímeis, nem a morte de vários personagens, nem mesmo a trilha sonora clichê me fizeram desistir do filme. Ele é bom, empolga em várias cenas e leva o espectador a embarcar nos efeitos de uma forma tão boa quanto ‘Star Trek’. Assim, cumpre muito bem seu papel de passar verdade em acontecimentos que simplesmente nunca existirão. E ainda poder vê o Brasil (mesmo que por dois segundos) sendo lembrado em um filme desse porte, já é um orgulho tremendo.

7,5/10
Diretor: Roland Emmerich
Roteiristas: Roland Emmerich, Harald Kloser
Elenco: John Cusack, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor
Duração: 158 minutos.
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