Saltimbanco (1993)

por Luis Galvão

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Saltimbanco foi o primeiro espetáculo itinerante do Cirque, ou seja, ele já viajou o mundo e em 2006 esteve no Brasil, foi a primeira vez na história que a trupe aportou em terras tupiniquins. Eu tive o prazer de ir e assistir uma das últimas apresentações, e foi algo que ficou marcado até hoje em minha memória.

O espetáculo em si é descrito como uma ‘celebração da vida’, mas ele vai contar a história de um menino que é ‘raptado’ por seres que o transportam para um mundo diferente, cheio de palhaços, acrobatas e equilibristas que vivem em harmonia e prosperidade. Parece um típico conto de fadas, mas o Cirque revoluciona ao trazer ao mundo real essa fantasia de uma forma perfeita. Se a música (como eu já disse cantada em um língua criada por eles) é cheia de ruídos das cidades junto com um canto lírico que hipnotiza, o figurino colorido é um grande caleidoscópio de cores, texturas e magia.

De números que vão desde o clássico trapézio (com duas acrobatas gêmeas, na produção original, que parecem formar um corpo só) até ‘hand to hand’ (uma espécie de equilíbrio estático só com o uso dos corpos) os números são perfeitamente executados e mostram todas as capacidades que os artistas conseguem desenvolver.

Por ser o primeiro grande espetáculo do Cirque, ele ainda não atinge seu potencial máximo, e o ‘roteiro’ ainda é cheio de furos e tem como função auxiliar as apresentações, por isso é deixado de lado em alguns momentos. Mas no final é uma experiência mágica, que marca como qualquer outro show do Cirque Du Soleil, e nos faz sair dessa realidade de concreto para ‘saltar do banco’(saltare in banco, daí origem do nome) e entrar em um mundo mágico do circo pela primeira vez.