Caso 39 (2009)

por Luis Galvão

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Já é clichê dizer que Renée Zellweger tem uma carreira de altos e baixos, que já se aventurou pelos mais diversos gêneros do cinema, e que tem um talento (quando ajudado por um roteiro bom) inquestionável. Em ‘Caso 39’, um filme rodado em 2007 e que tem a data de estréia mudada a cada ano, ela embarca no “terror com criança macabra” de uma forma legal.

No filme ela interpreta um agente social boazinha demais, e que recolhe em sua casa Lilith (Jodelle Ferland, que tem o recorde de mais nova indicação ao Emmy, com apenas quatro anos[!], e ainda vai participar de “Eclipse” da saga ‘Crepúsculo’), uma menininha cujos pais tentaram matá-la. A criança é simpática, amável e boa o bastante para a gente vê logo que ela é estranha, e que a morte parece andar junto com ela. Mas Lili nunca parece ser culpada de muitas coisas, ela não pratica ações de ‘vudu’ nem é uma menina com hipopituitarismo, ela simplesmente atrai a morte. Acho que por isso o filmes se torna um pouco diferente.

Mesmo sendo um terror perturbador em alguns momentos, e Renée sendo ao mesmo tempo uma mulher atrapalhada e também uma corajosa imutável, o longa é mais uma produção que quer assustar a todo o momento e acaba perdendo o foco do filme. Com uma trilha que ajuda nas cenas de suspense e o diretor novo Christian Alvart conduzindo bem, o filme termina com saldo positivo nos sustos característicos, mas com uma trama que poderia ser mais bem aproveitada e até mesmo explicada. Quem gosta do gênero pode até gostar mais que eu, que não sou chegado a sustos toda hora.

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