A Separação

por Luis Galvão

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Li, por esses dias, que a chave de indicação para Filme Estrangeiro é a universalidade do tema abordado. Fazendo um breve retrospecto, temos o japonês lírico A Partida, o alemão A Vida dos Outros e até mesmo um Almodóvar. Longas que tem características universais de autodescoberta e jornadas conflituosas. A Separação, filme também indicado ao Oscar, parece ter uma vantagem para ser premiado exatamente por isso. Não é um filme ‘apenas’ iraniano, é um filme do mundo.

Asghar Farhadi faz um belo trabalho na construção do casal que quer e separar, mas por leis locais, tem dificuldade. Cada um tem seus motivos e não ficamos do lado de nenhum, exatamente pelo olhar holístico de Farhadi sobre o drama. Acrescente alguns outro enredos paralelos interessantes e você tem um bom filme que se passar, quase totalmente, em uma pequena sala improvisada. Não é um filme jurídico (por mais que o teor sempre seja evidente), mas traz ótimas discussões sobre um simples acordo entre casais com consequências dramáticas.

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A Separação
Dir. Asghar Farhadi

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