Rebecca Ferguson – Heaven

por Luis Galvão

Tem título mais clichê para um álbum? Difícil imaginar. Antes de falar sobre o álbum em si é importante eu ressaltar como eu conheci Rebecca Ferguson. Muito antes de X-Factor chegar nos americanos, Simon utilizava o formato em terras britânicas. De lá surgiram Leona Lewis, Alexandra Burke e Olly Murs.

Na sétima edição, o rendimento dos quatro finalistas foi fenomenal. Matt Cardle (o vencedor), a boyband One Direction, a rapper Cher Lloyd, uma estranha Katie Waissel, mas que tem encontrado seu ritmo de forma perfeita e Rebecca Ferguson. Com uma voz potente e diferente, Rebecca causou uma primeira impressão muito tímida, mas foi ganhando espaço no show e terminou com o segundo lugar. Gravou o álbum e (como já estava bem claro desde o princípio), seu alcance seria um tanto pequeno pelo gênero que segue. Heaven vem para atestar ainda mais isso. É um disco que é melancólico, tem músicas bem semelhantes e até mesmo o melhor atributo da artista, sua voz, se torna um pouco densa demais. É claro que tem momentos ótimos (Too Good To Lose, Shoulder to Shoulder, Run Free e Glitter & Gold são sensacionais!), mas tem alguns momentos clichês que não agregam.

Muito semelhante à Duffy (sendo que a loura tem uma das mais lindas vozes atuais), Rebecca Ferguson, infelizmente, não faz um álbum de estreia sensacional, mas tragável o suficiente para ouvir algumas músicas específicas uma segunda vez. Só algumas.

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