galvanismo

Mês: novembro, 2010

Um Jogo de Vida ou Morte | 2007

imageDuas grandes atuações nessa adaptação da peça vencedora do Tony. Tudo parece filmado em um gigante teatro de vários níveis. Uma mansão meio vanguardista de um famoso escritor que é palco para um debate entre dois ingleses no seu mais típico caso: lutando pela mesma mulher (que em nenhum momento aparece no longa). Michael Caine incorpora com vividez a mente brilhante do escritor de suspenses policiais e parece realizar com o outro cavalheiro-ator (Jude Law, sensacional) um laboratório para seus futuros escritos, forjando o assalto de suas jóias e logo em seguida revelando suas verdadeiras intenções. Em trinta minutos essa trama inicial é solucionada, mas aí entra outro grande truque na manga do diretor (que é mérito original da obra). Reviravolta incrível e bem bolada.

A chave de tudo está em quem tem o ‘poder’ nos três rounds em que o filme se divide. Ora um, ora outro e no final parece que ambos o perderam. O jogo da câmera muitas vezes não mostra os acontecimentos e nós só tomamos conhecimentos deles pelo diálogo feroz criado. Tanto Jude quanto Michael estão em momentos brilhantes segurando a tensão até a última revelação. Um pequeno achado para fãs de play e não se incomodam com o clima teatral incorporado. Pena um título brasileiro tão desanimador. (SLEUTH, de Kenneth Branagh\ 2007, Inglaterra, , 88’) ||||

Demônio | 2010

imageEu até poderia discorrer sobre a cova que M. Night Shyamalan está cavando com sua reputação, mas vou me reter ao filme que ‘saiu da mente’ do diretor. Após desastres anunciados, o indiano se volta para filmes menores, menos comerciais e tentando resgatar seu estilo de terror que tanto fez sucesso no passado. O susto que não é (a princípio) observado. O roteirista Brian Nelson se juntou com a direção de John Erick Dowdle, resultando em um filme com bons momentos, mas que ainda não lembra a inteligência narrativa do passado. Os sustos, as reviravoltas, o medo do desconhecido e as tramas paralelas estão todas lá, só que dentro de um pequeno elevador com pessoas diferentes. Se a sinopse consegue vender bem, o filme em si é longo o suficiente para que no final torçamos pela conclusão. Tem aqueles momentos vergonha-alheia (a geléia com pão) e a claustrofobia que eu esperava não foi suficiente para me entreter. Qualquer coisa, porém, iria ser melhor que o último projeto em que o indiano se envolveu. (DEVIL, de John Erick Dowdle/ EUA, 2010, 80’) ||

Muita Calma Nessa Hora | 2010

image Comédia tipicamente carioca, com uma piada de tripmovie e quatro belas amigas em Búzios. Mesmo que no começo isso tenha me lembrado Quatro Amigas e Um Jeans Viajante (com as americanas Blake, America e Alexis), com o passar dos minutos, o filme tupiniquim cria contornos próprios e piadas características do país tropical, sendo bastante proveitoso no sentido de identificação com a rotina do brasileiro. Aqui temos a velha jornada da juventude pela autodescoberta, muitos personagens em participações especiais (Adnet, Mallandro, Mauro Filho e Maria Clara Gueiros com estereótipo engraçados) e um clima de amizade bem montado. O diretor, porém, não se arisca em questões mais profundas que o necessário para entreter, tornando a trama, muitas vezes, agradável pelo quarteto, com destaque para Fernanda Souza e Débora Lamm. (MUITA CALMA NESSA HORA, de Felipe Joffily/ Brasil, 2010, 92’) ||

Enigmas de um Crime | 2010

imageTem um estilo de cinema que eu adoro. Algo que mistura assassinatos, detetives, suspense e uma dupla que decifra mistérios a partir de enigmas. E nesse filme britânico tem tudo isso. Lógica e instinto para descobrir a verdade por trás de assassinatos em Oxford. Um aluno e um professor, alguns coadjuvantes convincentes e uma boa reviravolta que inclue a procura por um ‘crime perfeito’. John Hurt, Elijah Wood, Julie Cox, Jim Carter e atores britânicos desconhecidos que encantam com seu charme típico e sotaque sonoro. Por mais que tente, porém, consegue se perder em algumas resoluções – mesmo que muitas vezes óbvias. Para quem gosta de Sherlock, Poirot e cia. e está em falta com boas tramas desenvolvidas sem pressa, vale a pena. Ainda foi vencedor que alguns Goyas esse ano merecidos. (THE OXFORD MURDERS, de Aléx De La Iglesias/ Inglaterra, 2010, 108’) |||

FYC 2011 #1

Começaram as temporadas de premiações e o que não pode faltar também são os belos cartazes dos filmes promovidos ao Oscar 2011. Alguns que destaquei foram: 127 HOURS, de Danny Boyle; BLACK SWAN, de Darren Aronofsky; BLUE VALENTINE, de Derek Cianfrance; THE COMPANY MEN, deJohn Wells; CONVICTION, de Tony Goldwyn; THE KING’S SPEECH, de Tom Hooper; MADE IN DAGENHAM, de Nigel Cole; NEVER LET ME GO, de Mark Romanek; THE TOWN, de Ben Affleck; TOY STORY 3, de Lee Unkrich;  BIUTIFUL, de Alejandro G. Iñarritu; HEREAFTER, de Clint Eastwood e RABBIT HOLE, de John Cameron Mitchell. Pode clicar neles para vê maior no Awards Daily [mais aqui]