Invictus (2009)

Clint Eastwood é o típico artista que costumar agradar ao público, à crítica e ainda aos cinéfilos, ou seja, qualquer obra dele é respeitada e admirada por muitos. Dessa vez o diretor acerta ao direcionar a trama de ‘Invictus’ a um momento específico da vida de Mandela desconhecido por muitos, mas peca em não sair dos conhecidos clichês de cinebiografias. Endeusar os líderes, acima de tudo.

Nelson (Morgan Freeman) acaba de sair da prisão e vê seu país a beira que uma guerra civil entre brancos e negros e, a poucos meses de sediar a Copa Mundial de Rúgbi, a equipe nacional – os Springboks – é um desastre completo. Vendo a oportunidade de unir os cidadãos em torno de um único objetivo a partir do esporte, ele chama o capitão do time, François Pienar (Matt Damon), e mostra para ele a força de uma verdadeira liderança. Aos poucos, o jogo vai conquistando o povo e se destacando na competição, até chegar à temida final contra os neozelandeses.

Baseado no romance de John Carlin, o roteiro tem algumas subtramas interessantes, mas sem o desenvolvimento necessário. A delegação que cuida da segurança do Presidente, a família de Pienar, a relação de Mandela com a ex-esposa e o futuro do time de rúgbi são pontos soltos e sem solução. A força do filme reside, assim, na figura de Freeman que encarna o líder com eficácia e sem parecer caricato, já Damon não entrega nada além do óbvio e sem argumentos para a indicação no Oscar.

Tirando algumas escolhas erradas de Clint (filmar muitas cenas internas, com cenários que revezam entre o gabinete, a sala dos seguranças e o estádio), o filme tem momentos de glórias, músicas de entusiasmo, uma montagem dos jogos legal e um lindo poema para inspirar todos. E, é claro, os personagens mesmo parecendo estarem errados, no final tomam a decisão que é a melhor para todos, acho que isso é o que mais me incomodou nesse longa que tinha um ótimo material, mas terminou sendo mais um bom filme de Eastwood.

9,0/10
Invictus (Invictus, EUA, 2009); Diretor: Clint Eastwood; Roteiristas: Anthony Peckham, John Carlin; Elenco: Morgan Freeman, Matt Damon, Tony Kgoroge, Patrick Mofokeng, Matt Stern, Julian Lewis Jones, Adjoa Andoh, Marguerite Wheatley, Leleti Khumalo, Patrick Lyster, Penny Downie, Sibongile Nojila, Bonnie Henna, Shakes Myeko, Louis Minnaar; 133 min.

19 comments 07/02/2010

O Fantástico Sr. Raposo (2009)

Em sua forma denotativa, fábula é um conto breve cujas personagens são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos e tem por objetivo transmitir uma lição de moral. ‘Fantastic Mr. Fox’ é a grande fábula de Wes Anderson. A partir de uma história simples (foi adaptada do livro infantil que o diretor ganhou com sete anos de idade), essa animação é o expoente máximo de um trabalho competente e com personalidade suficiente para agradar a todos.

Sr. Raposo (George Clooney, ótimo) é inteligente, age como humano, mas não nega seus instintos animais, e cansado de ter uma vida normal e rotineira decide comprar uma casa em uma colina (um luxo para qualquer bicho). Ele se muda para lá com sua esposa, seu filho e um sobrinho que está de passagem, para alimentar o bando todo, rouba galinhas de três fazendeiros que moram perto. Os criadores – porém – se juntam para acabar com o grande saque dos animais, e o Sr. Raposo, unido com alguns vizinhos e sua família, armam um plano audaz para se livrarem dos fazendeiros e viverem em ‘paz’.

A história simples esconde por trás trejeitos a serem analisados. Todos os personagens têm mais a dar do que piadas inteligentes e humor negro. O filho Ash (Jason Schwartzman) é um ‘loser’ que tenta chamar a atenção dos pais, mas é ofuscado pela presença do primo Kristofferson (Eric Anderson). Sra Raposo (Meryl Streep) é a típica mulher que trocou a vida pelo lar, enfim, todas essas tensões humanas estão presentes e são bem desenvolvidas pelo roteiro fenomenal. E o final (mesmo não sendo o do original) é mais que adequado.

Wes utiliza toda sua bagagem ‘experimental’ e investe em uma animação stop-motion (dando ao filme um ar vintage espetacular), cada cena sendo milimetricamente (literalmente) pensada, os detalhes brotando como em uma obra de arte e a trilha sonora de Desplat incrível, um trabalho árduo que nos revela um espetáculo aos olhos e ao íntimo. A grande fábula de Sr. Anderson merecia não ter fim.

9,2/10
O Fantástico Sr. Raposo (Fantastic Mr. Fox, EUA, 2009); Diretor: Wes Anderson; Roteiristas: Roald Dahl, Wes Anderson, Noah Baumbach; Elenco: Bill Murray, George Clooney, Meryl Streep, Adrien Brody, Owen Wilson, Willem Dafoe, Jason Schwartzman, Brian Cox, Wes Anderson, Michael Gambon, Anjelica Huston, Helen McCrory, Roman Coppola, Garth Jennings, Wallace Wolodarsky;87 min

14 comments 05/02/2010

A Vida Íntima de Pippa Lee (2009)

Rebecca Miller (esposa de Daniel Day-Lewis e filha de Arthur Miller) já fez a sensível crítica ao ‘sonho americano’ no seu premiado ‘O tempo de cada um’ e depois embarcou em um drama sobre pai e filha ótimo que é ‘O mundo de Jack & Rose’. Mas toda a graça e esperteza que a fez ter um prestígio aos olhos dos críticos foi esquecido nesse longa, de sua autoria, e não contribuiu para torna ‘A Vida Íntima de Pippa Lee’ um sucesso. O filme tem clichês demais, é piegas e não sai do lugar-comum.

Pippa (Robin Wright Penn) é uma mulher de 50 anos casada com um semi-aposentando editor de livros 30 anos mais velho. Quando seu marido começa a apresentar problemas na saúde, eles se mudam para um bairro interiorano e ela conhece um vizinho mais jovem e acaba se apaixonando por ele. A partir dessa reflexão, Pippa vai relembrar sua infância com os pais problemáticos, adolescência na casa da tia lésbica e juventude nas drogas e festas, e só assim conseguiremos entender que mulher ela se tornou hoje.

Roteiro previsível, elenco curioso. Temos aqui a Blake Lively como a jovem Pippa em seu primeiro papel dramático nas telas (que ela desempenhou bem, mas sua beleza preenche o vazio algumas vezes), Alan Arkin sendo o marido mais velho, Juliane Moore como a namorada da tia homossexual e Winona Ryder como uma personagem abalada emocionalmente. Todos estão bem, incluindo a Wright Penn que parece tentar a toda hora conquistar a simpatia do público, e de fato consegue.

Os elogios, porém, param por aí. Keanu Reeves como o ‘jovem’ vizinho tem uma tatuagem gigantesca de Cristo no peito (o que é constrangedor em alguns momentos) e o final com a narração em off de Pippa chegando a uma conclusão que nós – espectadores – já chegamos desde o começo do filme é piegas demais. Enfim, é uma obra sobre autoconhecimento e superação feita para mulheres que assim como a protagonista estão passando por uma crise e não sabem como agir, só que tem alguns problemas na vida que a solução e apenas deixar as coisas como estão.

8,0/10
A Vida Íntima de Pippa Lee (The Private Lives of Pippa Lee, EUA, 2009) Diretora/Roteirista: Rebecca Miller (1); Elenco: Robin Wright Penn, Mike Binder, Alan Arkin, Winona Ryder, Ryan McDonald, Cornelius West, Maria Bello, Arnie Burton, Tim Guinee, Drew Beasley, Madeline McNulty, Beckett Melville, Zoe Kazan, Billy Wheelan, Shirley Knight;Blake Lively;Keanu Reeves; 93 min.

17 comments 03/02/2010

Nine (2009)

Adaptar qualquer obra para o cinema é um trabalho difícil, e todo diretor deve está preparado para críticas, sejam elas vindas dos fãs dos produtos originais ou dos críticos que esperam vê uma coisa totalmente diferente nas telas. Rob Marshall já se aventurou duas vezes nessas adaptações e fez trabalhos com um visual incrível, mas com algumas falhas. ‘Memórias de uma Gueixa’ e ‘Chicago’ são filmes apontados apenas como mediano, no entanto cada um teve seus méritos merecidos. ‘Nine’ é seu terceiro filme e sua terceira adaptação, o mais esperado era vê um amadurecimento em suas técnicas e um aperfeiçoamento da sua forma de dirigir, isso ainda não é muito notável, mas vê-se que o trabalho dele está se expandindo e que, logo mais, chegará ao seu melhor.

‘Nine’ é baseado em um musical da Broadway (que teve um revival em 2003 com Antônio Banderas, Jane Krakowski e Chita Rivera), que já foi uma adaptação para os palcos do filme de do diretor italiano Federico Fellini, “8 ½”. Conta-se a história de um diretor de cinema que teve seu auge nos seus primeiros filmes, mas emplacou fracassos seguidos, e na tentativa de restabelecer sua inspiração vai à Itália, ele é Guido Contini (Daniel Day-Lewis). Angustiado por esse bloqueio, Guido vai relembrar todas as mulheres que conseguiram, de uma forma ou de outra, mexer com as emoções desse diretor. Aqui incluem a mãe (Sophia Loren), a esposa (Marion Cotillard), a amante (Penélope Cruz), a musa (Nicole Kidman), a repórter (Kate Hudson), a prostituta (Fergie) e a confidente (Judi Dench).

Se alternado entre apresentações grandiosas ou minimalistas, todas essas atrizes/cantoras dão show, o destaque – é claro – cabe a Marion que desempenha a mulher que mesmo sabendo que é traída não deixa de amar seu marido, suas cenas são arrebatadoras e ‘Take It All’ é a melhor parte do filme. Talvez nem todas tenham o tempo em cena que mereciam (Nicole e Loren mereciam mais), porém o filme tinha que ser bem enxuto, pois a história não é uma das mais fáceis de entender (culpa do roteiro, não muito inspirado, de Michael Tolkin e Anthony Minghella). Day-Lewis está apenas bom e Judi e Penélope lutam em cada minuto de cena para atrair atenções e conseguem fazer seus personagens coadjuvantes profundos e decididos. Nicole tem uma cena apenas e é emocionante, já as outras tem números bons, mas que não acrescentam muito a trama. Uma pena, é verdade.

A parte técnica é impossível passar despercebida, com uma fotografia maravilhosa em tons escuros e uma montagem rápida que pode parecer confusa de primeira vista, mas é perfeita e bem colocada, uns figurinos bem desenhados, uns cenários grandiosos, tudo é impecavelmente estudado e colocado em prática. Porém, cuidado. Não vão ao cinema pensando em vê o clássico de Fellini adaptado, esse aqui passa longe, vão com o intuito de se entreter, ouvir as belas músicas, e apreciar o cinema-teatral que só o Marshall sabe fazer.

‘Nine’ é, além de tudo, ardor, arte, fantasia, vontade, idolatria, atitude, desilusão, fantasia, e talvez por isso ele se torne a sua própria vítima.

9,5/10
Nine (Nine, EUA, Itália, 2009) Diretor: Rob Marshall;Roteiristas: Michael Tolkin, Anthony Minghella, Arthur L. Kopit, Maury Yeston, Mario Fratti;Elenco: Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Judi Dench, Kate Hudson, Sophia Loren, Stacy Ferguson, Ricky Tognazzi, Giuseppe Cederna;118 min.

22 comments 01/02/2010

The Cove (2009)

Há muitos documentários sobre a matança de espécies de animais no mundo inteiro, esse é o melhor. Utilizando uma linguagem mais cinematográfica que muitos filmes recentes, ‘The Cove’ vai fundo em uma questão social e debate até onde pode ir a interferência da cultura nos atos humanos.

O diretor Louie Psihoyos e o ex-treinador de golfinhos, Rick O’Barry, se juntam com um grupo de ‘espionagem’ para tentar relatar o genocídio de delfins que ocorre na pequena cidade de Taiji, no Japão. Lá existe um lago em que são mortos milhares de animais por dia, e tudo isso encoberto pelo governo. Cansado de tentar realizar a obra de uma forma legal, o grupo decide invadir a noite, colocar câmeras e hidrofones de alta definição escondidas nas rochas, e denunciar ao mundo essa matança.

Se o documentário fosse apenas com os depoimentos do envolvidos, ele seria ‘mais do mesmo’, porém Psihoyos escolhe um caminho diferente e resolve mostrar como todos os preparativos aconteceram. Alternando entre cenas de pura ação – que incluem o recrutamento da equipe até as invasões à noite para instalação das câmeras – o documentário choca, emociona e nos faz refletir sobre os costumes dos outros povos. Sim, porque toda matança tem como ‘desculpa’ as tradições dos japoneses de comerem carne de golfinho (mas parece que essa ‘tradição’ não é conhecida pela maioria dos habitantes – sic.)

O filme já coleciona 20 vitórias e outras oito indicações em grandes premiações, e não há dúvidas que ele também deverá ser lembrado no Oscar, e como meu favorito. O documentário inova em dá uma agilidade digna de qualquer ótimo filme de ação, só que com a diferença que tudo é real. A narração é primorosa e irônica, os entrevistados dão um show, e tudo resulta em uma obra marcante que lhe deixará um pouco confuso depois. Um thriller de espionagem, sem arcos excessivos e com um final chocante e triste de uma realidade que dificilmente mudará.

9,8/10
The Cove (The Cove,2009) Direção: Louie Psihoyos; Roteiro: Mark Monroe; Elenco: Joe Chisholm; Mandy-Rae Cruikshank; Charles Hambleton; Simon Hutchins; Kirk Krack;Isabel Lucas;Richard O’Barry; Hayden Panettiere

17 comments 29/01/2010

Educação (2009)

Qual a verdadeira fonte de ensinamentos: a vida ou a escola? O filme ‘An Education’, da dinamarquesa Lone Scherfig, vai levantar essa dúvida e nos mostrar os dois possíveis caminhos a serem percorridos pela jovem Jenny, interpretada belissimamente por Carey Mulligan. Ajudado por um roteiro de Nick Hornby que transforma Juliette Gréco em um artigo pop, o filme é belo, simples e irônico.

A trama é centrada em Jenny (Carey Mulligan), uma londrina de 16 anos, que após conhecer David (Peter Sarsgaard), um homem reservado e mais velho, muda sua vida completamente, mostrando o lado encantador das festas, clubes e jantares. David acaba conquistando também os pais da menina (Alfred Molina e Cara Seymour, ótimos), e a cada dia que passa fica mais difícil para ela escolher entre o sonho de Oxford ou uma vida adulta ao lado desse homem.

Não tem como não se encantar pela Carey, ela é a dona do filme, muitos dizem ser uma espécie de Audrey Hepburn do século XXI, de fato são muitas as semelhanças (inclusive na forma de interpretação), mas ela é irônica e sensível ao mesmo tempo. Certas cenas ela demonstra ter absoluta certeza do que quer, já em outras parece está perdida em seus próprios pensamentos, um trabalho digno dos aplausos. Nada disso seria possível, no entanto, sem o roteiro excelente de Hornby que dá uma dinâmica incrível ao filme. Não dá para não citar, ainda, os coadjuvantes: Emma Thompson (a diretora do colégio), Olivia Williams (a professora de Jenny), Dominic Cooper e Rosamund Pike (amigos do David) estão maravilhosos, até a minúscula aparição de Sally Hawkins se torna marcante.

A fotografia seiscentista, os figurinos belíssimos e a trilha sonora que mistura França e Inglaterra como ninguém, só auxiliam a fazer desse filme uma pequena obra de arte. E mesmo com todos os clichês dos anos 60 (a esposa ‘submissas’ e as jovens promovendo aos poucos uma revolução sexual que explodiria décadas depois), o longa consegue cativar até o final, com um clímax feito na hora certa e uma pequena reviravolta que nos faz querer que Jenny ainda fique na tela mostrando toda sua graça por muito mais tempo.

9,0
Educação (An Education, Inglaterra, 2009) Diretor: Lone Scherfig;Roteiristas: Lynn Barber, Nick Hornby; Elenco: Olívia Williams, Dominic Cooper, Peter Sarsgaard, Carey Mulligan, Alfred Molina, Rosamund Pike, Sally Hawkins, Emma Thompson; 95 min.

19 comments 27/01/2010

Vício Frenético (2010)

Não sou muito conhecedor do cinema de Herzog, provavelmente só assistir aquele famoso ‘Aguirre, A Cólera dos Deuses’ e – para ser sincero – nem gostei muito. Mas uma impressão certa que me deixou foi que esse diretor alemão tem uma mão forte e faz uma linha pós-naturalista sem medo de mostrar realidades sujas dos homens. Aqui ele escalou o já batido Nicolas Cage para interpretar um tenente corrupto, drogado e mafioso que se envolve em um caso de assassinato em New Orleans.

Terence McDonagh (Cage) acaba de ser condecorado por seus serviços e está em um caso de homicídio de uma família que parecia estar envolvida em o contrabando de drogas. Porém ele tem mais problemas do que solucionar as causas dessas mortes. Ele está endividado em jogos, tem uma dor insuportável nas costas e é viciado em Vicodin e cocaína, com tudo isso em sua mente, McDonagh vive sobre ‘pressão’ e nota que suas atividades ilegais estão interferindo no caso e o transformando em uma pessoa arrogante, maquiavélica e insuportável. E isso tudo não são coisas bem vistas nem pelos policias nem pelos criminosos.

Como dá para notar, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Policiais desse tipo existem em qualquer lugar, mas o Tenente parece ser uma espécie de extrapolação do concreto, acho até, que o Nicolas e o Herzog estimularam a criação desse personagem um pouco irreal só que com traços verossímeis. As caras de louco, as mãos trêmulas e as falas grotescas em outras situações se sobrepõem a ficção e ditam o tom hediondo escolhido. Isso pode ser um grande erro da película.

New Orleans está recém acabada por causa dos desastres e isso dá ao filme uma fotográfica cruel e imunda, os cortes rápidos e as cenas intercaladas dão agilidade ao longa e até mesmo o Cage, que é um ator que eu não gosto, se sai bem. Herzog é um diretor que sabe onde colocar a câmera e acompanhado de bons técnicos, nos dá uma obra eletrizante, mas ao mesmo tempo em que me soou um pouco falsa e exagerada. É a realidade sem maquiagem que parece muito inventiva.

7,8/10
Vício Frenético (Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans, EUA, 2009) Direção: Werner Herzog; Roteiristas: William Finkelstein, Victor Argo, Paul Calderon, Abel Ferrara, Zoë Lund Elenco: Nicolas Cage, Val Kilmer, Eva Mendes, Jennifer Coolidge, Fairuza Balk, Brad Dourif, Michael Shannon, Shawn Hatosy. 121min.

8 comments 25/01/2010

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Luis Galvão não sabe desde quando passou a gostar de cinema, teatro, música e seriado, mas sabe que hoje alimenta um respeito e admiração enorme a essas artes. E decidiu criar, depois de muito tempo, o 'galvanismo' para comentar as coisas vistas. Intercalando a vida de universitário com as coisas que gosta, ele tenta dá sua opnião sobre tudo que consegue vê;

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